Desabafo

Estou no escuro, sozinho, nada mais me resta

A não ser esconder-me de mim numa reta sem fim

Vejo em tantos posição, sorte, dinheiro amor...

Por que fui abandonado

No porão da ignorância da antiga revolta,

Que sei não me levar a lugar algum

Entregue a pensamentos sombrios, choro convulsivamente...

 

Tenho desejo de que tudo passe e se torne claro

Imploro Senhor, tira-me do abismo da pouca visão

Que me desnorteia sem que eu possa me libertar

Senhor, eu te peço sinceramente: permite que idéias venham

Para que eu supere fazendo outro destino

Em meio à prece, lembro-me de ser um dos filhos de Deus

Um co-criador, um ser diferente, porque ninguém nasceu igual

E agradeço Senhor, sei que ainda sou um enfermo

Que se ver no escuro sem abrir portas para se refrigerar

Não é saudável, sei que preciso curar-me das dores marcadas

No meu espírito que não soube viver melhor

Quando excursionou em outras vidas

 

E essa projeção tatuada em mim torna-se visível

Masmorra escura, sangue derramado, mentes assassinadas!

E o cumprimento da lei, me fazendo sofrer também pela espada que feriu e ceifou desordenadamente vidas inocentes

Vidas de Deus, que não morreram com o tempo

Permanecem vivas, incólumes, imortais, cada vez melhores!

                            Augusto dos Anjos

          Canal: Francyska Almeida-Fort-Ce.

 

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