As Feras do Templo Interno

As Feras do Templo Interno

 Questiona-se sobre o que mais atrasa a evolução do homem no século vinte e um.

Ao analisar o comportamento humano, percebemos que há dentro das consciências, várias monstros que se agitam e se digladiam acelerando alguns desequilíbrios abalantes. Os pensamentos acionados são como energias sutis que se agregam as emoções desnorteadas seguindo uma pauta de sentimentos primitivos vindos à tona através das emoções desorganizadas. Essas feras se enfrentam, fazem as suas contendas e depois deixam um rastro energético negativo que contamina os órgãos mais sensíveis e mais suscetíveis à desagregação imunológica do ser humano. Várias descargas são efetuadas durante o ano inteiro. O resultado repetitivo de vários anos que foi acumulado, se conotará mais tarde em doenças diferenciadas, cujo tratamento para emenda poderá dar-se a longos anos a fio.

Emoções são energias poderosas. Constroem e destroem o entusiasmo levando o seu portador a depressão, mal tão conhecido na área médica da terra e outros.

Mente sã, corpo são. Pensamentos organizados e serenos, corpo sereno e harmonizado.

Mas as emoções mal cuidadas e exacerbadas estão intrinsecamente ligadas às chagas morais da alma em experimentações nas diversas vidas na carne.

A vaidade não permite critica

O orgulho é dono da verdade

O egoísmo é cego e não se deixa perceber

A falta de humildade gera o descaso com o outro

A falta de respeito é o egoísmo em ação

Conseqüentemente as virtudes mais necessárias ao homem, geram outras de alta sintonia. Aceitar critica é de poucos. De repente o melindre filho do orgulho desponta como uma enorme carga de explosão por não aceitar ser ferido.

Quem não se ver, está sempre a se implodir em forças desordenadas à sutilidade das energias invisíveis do corpo físico. O corpo se ressente, as células recebem a rejeição das atitudes da alma e distribuem esse teor de descarga por todo o organismo.

Se fotografassem esse momento de explosão das crises de egoísmo e da vaidade, por certo se assustariam com as formas-pensamento que são distribuídas e endereçadas às determinadas regiões dos corpos físicos e dos sutis.

A regência da organização das energias da alma e do corpo é perfeita, a original nos dada pelo Senhor e construtor das nossas vidas.

Mas quando ela começa a ser atingida, a orquestra não mais tocará da mesma maneira.

Quem pode mudar essa regência?

Quem pode afinar os nossos instrumentos internos?

Atribuir os nossos desequilíbrios a outrem, não se pode até queremos fazer a transferência da responsabilidade que a nós foi entregue.

A aura interna da alma um dia foi perfeita, mas a ligação da mente com o emocional e os pensamentos alteraram a sua cor com um agravante: A alteração dos órgãos gerando desconfortos através da irradiação desconexa com a amplitude da energia interna.

Portanto caríssimos, a serenidade e a harmonia que podemos implantar na aura física e na aura interna do nosso ser não é tão difícil de ser aplicada.

Cada órgão em particular tem vida. O sangue, os músculos, os tecidos tem vida. Tudo do corpo físico possui vida. A receita é imprimir nas células algo inovador, para que os acordes da orquestra desafinada sejam desprogramados.

A receita primeira é:

A prática da meditação

A auto avaliação

A respiração

A percepção de si

A recordação

A contemplação

A conversa particular com todos os órgãos do corpo físico

Reconhecer-se como é

Tolerar um pouco mais

Tentar compreender as razões do outro

Refletir mais e se alterar menos

Ver o outro como extensão de si em outra escala evolutiva

Detectar os seus defeitos, um a um

Olhar-se todos os dias no seu espelho interior

Portanto, ,renovar-se é urgente.

Renovar-se é tarefa de todos, pobres, ricos, brancos e negros de todas as etnias.

As hierarquias do infinito amor crístico vinculadas ao Deus de Luz, os convoca a essa reflexão sincera para que haja a poda das ervas daninhas do egoísmo, da vaidade e do orgulho. Debelando essa tríade avassaladora da alma, as outras ervas daninhas que fazem parte da sua ramificação, serão conscientemente extirpadas pela raiz.

O homem deve renascer através do batismo interno que será revelado a ele através da paz, da serenidade e do amor verdadeiro. O homem é produto de si e esse produto não é melhor porque ainda não se dignou a fazer a retirada das carcomidas das parasitas.

Quem se designar, trabalhe a lavoura interna para as conquistas do espírito para erguer a sua bandeira interior e ser melhor. Ao detectar essa renovação, ide e pregai a boa nova ao teu tempo e a tua hora. Faz de ti a partir desse momento, um homem novo ressurgido das tumbas enferrujadas do seu antigo templo. Faz do teu coração o teto da boa fé, do serviço amoroso, para que a tua chama interna refloresça para alumiar aqueles que dormem na corrosão do templo perdido esquecidos de que precisam domar as suas feras internas. Consciente dessa realidade, com muito amor reservo-me ao direito de lhes repassar algo aprendido pelo meu espírito secular regenerado.

Sófocles (livro)

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