Os conflitos de uma família

 Os conflitos de uma família

 

Família é quase sempre motivo de união, mas na terra nem sempre há um entrelaçamento de sentimentos que se agregam para somar o mais belo de todos ao que chamamos de amor.

Se todas as famílias vivessem em harmonia perfeita a terra estaria em outra condição. Mas para que uma família seja um símbolo perfeito de união devemos considerar que a compreensão deve reinar em seu seio para que ela se perpetue e aja o congraçamento para o crescimento de todos que a compõe.

O que se propõe é união entre todas as partes e o mais, virá em forma de acréscimo e compreensão.

A família é a base da vida das criaturas. Mas dentro dela é que detectamos os nossos antigos desafetos, que por imposição das leis divinas retornam para recompor os laços de amizade e afetividade perdidos no tempo.É sobre uma dessas famílias que vamos dissertar.

Maria Cavalera era a matrona de um lar. Com seus sessenta e cinco anos era uma mulher ativa e muito consciente da vida. Não tinha medo de nada. Enfrentava qualquer desespero, qualquer perigo, enfim qualquer referencia menos feliz. Embora seu estudo fosse pouco possuía muito trato com as palavras. Era uma  senhora muito respeitada pela   inteligência e traquejo que tinha para resolver as questões que lhe chegavam as  mãos.

Tinha apenas duas filhas. Jovens, bonitas e cobiçadas pelos rapazes da vizinhança. Junto ao marido Maria cuidava muito bem das suas

duas jóias preciosas.

O esposo apesar de compreensivo, tinha lá os seus defeitos como tantos outros. O relacionamento de todos era muito satisfatório até cogitar o casamento de uma delas. O rapaz que adentrou a família era muito amado pela moçoila Margarida.

Mas a mãe ao conhecê-lo mudou totalmente com a filha. Aquele era um antigo inimigo de outras estâncias que viera para ficar

bem perto de si.

Dona Maria não suportava nem ver o tal rapaz. Apesar da sua rejeição o rapaz não tinha o mesmo sentimento por ela. Não simpatizava muito com a futura sogra, mas conseguia como se diz, relevar os desentendimentos.

Mas foi Dona Maria que se desnorteou com

a chegada daquele moço à sua família.

Sua presença lhe causava um mal estar e como ela não tinha conhecimento dessas tais coisas de “espíritos” não sabia de onde vinha essa agitação tão ruim que sentia com a aproximação do rapaz. As discussões e os conflitos tomaram de conta daquele lar dantes equilibrado. Margarida fincou o pé e disse que não renunciaria àquele que sentia estar predestinado ao seu caminho de marido.

Por essa,  a matrona jamais esperou.O fato é que o relacionamento entre os dois continuou e Dona Maria de tanto que se desgastou com o namoro, teve uma parada cardíaca.Os conflitos se aninharam em maior escala naquele  lar antes feliz.

Margarida e a irmã sofreram muito, mas não achava justo deixar o seu amor de lado para comprar uma briga que não era sua.

Ficou muito triste, embora a pressão da família,  não conseguia se sentir culpada. Tinha uma grande certeza dentro de si que aquele   problema não era seu. Ela não criara nenhuma intriga, somente desejava ser feliz.

E que mal havia nisso?

A vida continuou e o pai não sabia o que pensar e continuava a se perguntar por quê?

Enquanto isso na terra a nossa moçoila casara-se com o jovem

que  a  fez muito feliz.

Maria  Cavalera como espírito chegara à sua nova morada.

Após despertar, buscou saber informações sobre o moço que lhe constrangera em vida. Depois de um longo tempo de tratamento Dona Maria já estava em condições de desvendar o tal mistério.

Dona Maria ao acompanhar no telão aquela história que para ela parecia louca em relação ao seu genro teve vontade de morrer de novo.

Soube que em duas vidas aquele jovem fora seu filho e marido, e por conta de uma traição ela se afastara dele repentinamente. Mais tarde ela não desejou recebê-lo como filho. Mas essa historia era muito recuada, e as lembranças nele eram bem menores que as delas. Na verdade Dona Maria ainda nutria inconscientemente por ele  uma  certa paixão frustrada.

Foi-lhe explicado que o rapaz fora trazido para perto dela para haver outro de tipo de acolhimento pela lei do amor e do perdão.

Descoberto o tal impasse na espiritualidade, Dona Maria Cavalera passou a se trabalhar para no futuro abraçar o genro como filho. Até desejou voltar como filha da filha, mas não lhe foi permitido. Passaria ainda por uma reciclagem até sua alma se docilizar um pouco mais para retornar ao plano terreno.

As causas das aflições, da desarmonia, da não aceitação das criaturas está quase sempre no ontem dentro do qual ficamos em débito mediante as ações   infelizes praticadas através do mau uso do livre arbítrio.

Cada vida é um ciclo do tudo dentro do todo, e as criaturas necessitam está atentas para trabalhar os sentimentos mais profundos de sua alma com o intuito de regenerar-se corrigindo

as faltas cometidas.

Viemos a terra para amar e jamais para odiar.

                                                                                        Áureo

Canal; Francyska Almeida-Fort/Ce.

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